terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Carnaval em Salvador

Salvador é uma cidade mágica abençoada por todos os santos. São 700 km2 de extensão tendo como moldura 51km de belas praias de águas mornas e muito sol. Aqui se vive em constante ebulição cultural, onde miscigenação, religiosidade e sincretismo fazem o contraponto para a culinária saborosa, a alegria, o carnaval, a energia e o axé de uma cidade singular e plural que encanta a todos que a visitam.
Acredito que diante disso tudo, também fui fisgada por esse encantamento, e escolhi aqui para viver.
Não é possivel dizer que o povo baiano é folgado ou preguiçoso, eu diria que o rítmo de vida aqui é diferente, assim porque não dizer, valoriza-se mais o lazer, a cervejinha com os amigos, aquele acarajé a tarde numa sexta feira um bate papo na praia, aquela água de coco, tem tanta descontração que muitas das vezes seja a ser exagerado.
Assim, quem chega aqui logo estranha, e a depender do ritmo de vida que a pessoa vinha vivendo pode até demorar um certo tempo para se acostumar.
Hoje quase nada me irrita aqui, aprendi a diminuir o ritmo, a sentir mais a vida, a saborear e ver. Coisas que quando estamos com pressa fica difícil perceber.
A Bahia é assim uma simplicidade que se resume em ver, sentir, saborear, e viver a vida.



Vamos viajar um pouco no tempo e imaginar como se divertiam as pessoas que vinham passar o carnaval no tempo que Dodo e Osmar colocaram sua velha fobica pela Rua Chile, Praça Castro Alves, Carlos Gomes, Campo Grande, Avenida Sete voltando para Castro Alves, e assim nascia o Trio Elétrico.





Conheça a história da evolução do trio elétrico

Tudo começou em 1950, em um velho Ford 1929, conhecido como Fobica. Dodô, com formação em radiotecnia, e Osmar, proprietário de uma oficina mecânica, decoraram a Fobica e instalaram um sistema de som, com amplificador alimentado pela bateria do carro e dois altofalantes. No domingo de Carnaval, desfilaram pelas ruas, tocando instrumentos elétricos (paus elétricos), inventados por eles, e atraíram milhares de seguidores.


No ano seguinte, a dupla convidou o amigo e músico Temístocles Aragão para formar o que viria a ser chamado de trio elétrico, justificando a origem do nome. Em 1952, o trio passou para um veículo maior, com oito alto-falantes, corrente elétrica de geradores e iluminação com lâmpadas fluorescentes. A partir de então, começaram a ser produzidos novos trios elétricos, montados em cima de caminhonetes.

Em 1956, surge o conjunto musical Tapajós, que, no ano seguinte, passou a animar o Car naval.

Na história do trio elétrico, o Tapajós tornou-se o primeiro seguidor e responsável pelo trio ter-se mantido e se expandido como fenômeno carnavalesco.

Em 1972, o Tapajós lançou a Caetanave para homenagear Caetano Veloso, que voltava do exílio em Londres. Em 1974, depois de uma longa ausência, a dupla Dodô e Osmar retornou ao Carnaval com o Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, equipado com contrabaixo de cinco cordas e bateria. Os músicos passaram a compor músicas com esta nova formação e a gravar os primeiros discos.

Os trios baianos começaram a rodar todo o Brasil e países estrangeiros fazendo shows, o que estimulou a produção. A partir daí, ganha novos equipamentos, aprimora o som e iluminação até chegar à megaestrutura montada hoje, sobre uma prancha com três eixos, puxada por um “cavalo mecânico”. O ‘pau elétrico’ também evoluiu para a guitarra baiana, instrumento genuinamente baiano e brasileiro.

A tecnologia do equipamento passou a ser copiada por outros Estados e países e os grandes criadores baianos, sem patente, ganharam a cada dia mais concorrentes. Segundo a Emtursa (Empresa de Turismo de Salvador), em 1983, um trio elétrico construído na Itália foi inaugurado na Pizza Navona diante de 80 mil pessoas embaladas ao som da banda de Armandinho, Dodô e Osmar. Daí em diante, o trio se espalhou.

Fonte: Jornal A Tarde, Danile Rebouças, do A TARDE

Algumas outras curiosidades sobre Trios Elétricos atuais veja aqui

Sou eterna apaixonada pelo carnaval daqui, ele é único. Cada fase de minha vida pude experimentar um lugar do carnaval, seja como pipoca, integrante de bloco, camarotes, simples expectadora na janela, em todos os circuítos. Cada um tem sua particularidade, sua magia e seus encantamentos.

Abraços a todos.

3 comentários:

Táta disse...

agradecida pelo carinho!!!
sinta-se à vontade no meu cantinho ok?!?!
Seja feliz.... bjokas, Cátia

(¯`¿¸·´¯)A amizade é assim:(¯`¿¸·´¯)

É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade é somar
alegrias, dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
È a certeza
da mão estentida.
A cumplicidade que
não se explica,
(¯`¿¸·´¯)Apenas vive!(¯`¿¸·´¯)

Táta disse...

agradecida pelo carinho!!!
sinta-se à vontade no meu cantinho ok?!?!
Seja feliz.... bjokas, Cátia

(¯`¿¸·´¯)A amizade é assim:(¯`¿¸·´¯)

É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade é somar
alegrias, dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
È a certeza
da mão estentida.
A cumplicidade que
não se explica,
(¯`¿¸·´¯)Apenas vive!(¯`¿¸·´¯)

Bau de Idéias da Cláudia Melo disse...

Que tortura você fez comigo, sou uma baiana apaixonada pela minha terra, pela magia, pelo axé, pelas crenças religiosas que só existe na Bahia e principalmente quem é baiano sabe sentir essa energia que é o carnaval.
Digo tortura por que estou longe este ano do carnaval, desse povo que sabe viver cada momento de sua vida, saboreando um acarajé.
Um beijão pra vc!!
Adorei o seu post.

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By Ferramentas Blog

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